Deixa adormecer ...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Hoje acordei com um nó na garganta. Tudo parecia exatamente igual, mas não pra mim. Havia um espaço vazio, uma grande mudança que só eu pude ver, uma falta de algo que ainda não se foi. Depois de tantas semanas tentando não pensar nisso, não sentir isso e não lidar com isso, hoje me permiti ver a verdade. Acordei sem ter rumo algum, acordei e tudo o que eu conseguia sentir era falta do amor que eu carregava todos os dias comigo. Andar, comer e falar sem saber que cada célula do meu corpo quer você me mata. Não te lembrar em cada rosto é quase como não ter uma identidade. O amor, que era meu abrigo, me deixou. Hoje foi o dia mais difícil da minha vida. Percebi que acabou. Eu sei, acabou tantas vezes. Mas eu nunca senti realmente que tivesse acabado antes. No fundo, eu sempre sabia que de algum jeito, teria volta. Agora não. O nosso “acabou”, realmente, acabou. Me senti completamente perdida e minha única vontade era de chorar ao pensar nisso. Chorar e pedir teu colo. Chorar e pedir pra Deus voltar no tempo e deixar as coisas como estavam. Não eram perfeitas, mas bastavam pra mim. E agora? É tudo tão silencioso. E ao mesmo tempo, só ouço gritos. Meus gritos, aliás. “Como você pôde deixar? Como você não me segurou enquanto eu ia? A coisa mais difícil que poderia acontecer era você me perder. E você conseguiu. Você deixou, amarrotou e pisou na coisa mais linda que eu carregava dentro de mim: meu amor por você.” E acho que você nem sequer notou que eu já fui embora há muito tempo. Tudo agora é só um borrão, embaçado e sem vida. Sinto tanto sua falta o tempo todo, mesmo que você esteja perto. Falta do tempo que era “nós” em vez de somente “eu. Então o amor acabou? Não, o amor nunca acaba. De uma coisa eu tenho certeza: nunca vai acabar. Mas, o coração pede pausa às vezes. O meu amor precisa descansar. Ele estava quase sem força alguma. Queria que você visse o tamanho do estrago. Doía/ Dói demais sentir. Então eu optei por deixá-lo adormecer. É, ele apenas adormeceu. Mas lá no fundo, ainda dá pra senti-lo todos os dias. Eu ainda o vejo quando sinto sua falta, quando te quero por perto, quando o mundo some perto de você, mas é tudo muito desfocado. E eu ainda te amo, mesmo que eu tenha afastado esse amor de dentro de mim. Eu sei que eu ainda te amo. Mas esse amor ta guardado, protegido e trancado à sete chaves. Esperando que um dia você volte, ou talvez implorando pra que vcê fique onde está!

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